Cooperativa de laticínio encerra suas atividades em Capim Grosso; Governo do Estado recolhe equipamentos

Postado em: 25/02/2020 | Por: Arnaldo Silva, DRT – 2804/BA

Uma das cidades mais promissoras da região do Território da Bacia do Jacuípe, extensivo a outras cidades da grande região, registrou uma grande baixa no âmbito de suas conquistas, com o encerramento das atividades da Cooperativa Mista Agropecuária de Capim Grosso, tendo como finalidade o funcionamento de um laticínio.

Com o projeto iniciado em 2011, envolvendo estrutura física, e compra de equipamentos, o projeto que chegou a registrar 52 cooperados e 38 produtores de leite de Capim Grosso e região, teve ainda como saldo o registro de 1.500 litros de leite/dia, para um total de 10.500 litros/semanal e 42.000 litros/mês, numa realização em pareceria com a CAR/Governo do Estado, nas proximidades do Contorno de Jacobina, passando assim a ser uma referência na vida da cidade e toda a produção de leite na região, parceria essa que cooperados e produtores, serão sempre gratos ao Governo do Estado, pela confiança depositada.

O valor do investimento chegou praticamente a atingir R$ 624.000,00 (Seiscentos e vinte e quatro mil reais), tendo como sobra do valor citado, a quantia de R$ 26.000,00 (Vinte e seis mil reais), com restante devolvido a CAR, na pessoa de Dr. Olaf Nunes, coordenador da CAR/Jacobina.

De tudo que foi realizado em torno do projeto, informações de Carlinhos, um dos presidente da Cooperativa Mista Agropecuária, foi registrado apenas uma compra de equipamentos no valor de R$ 146.200,00 (Cento e quarenta e seis mil e duzentos reais), que por falta de publicação no Diário Oficial do Estado, tendo como justificativa a compra dos equipamentos por aditamento de prazo, resultou no encerramento das atividades da Cooperativa, procedimento esse que no entendimento de Carlinhos e demais cooperados, poderia passar por uma reavaliação do Governo do Estado, e com isso trabalhar a devolução dos equipamentos recolhidos, com a garantia do funcionamento da Cooperativa. “Do valor de R$ 624.000,00 (Seiscentos e vinte quatro mil reais), o único problema registrado foi a compra por aditamento de prazo, no valor de R$ 146,200,00 (Cento e quarenta e seis mil e duzentos reais), e não houve nenhum uso de má fé por parte dos membros da Cooperativa e sua diretoria, pelo contrário, todas as demais compras realizadas pela Cooperativa, não faltaram um centavo na sua prestação de contas, um trabalho feito com muita lisura, com muita responsabilidade”, colocou Carlinho, em entrevista para a Transbrasil FM, a nova marca do Grupo Lomes de Comunicação, na manhã desta terça-feira, 25 de Fevereiro.

Carlinhos pontuou também que alguns equipamentos como motores e fios foram roubados da Cooperativa, situação que foge muitas vezes do controle que quem administra um projeto de tão grande visibilidade como esse, fatos que acontecem também com casas comerciais, residências, mas que no geral, toda a administração em torno do projeto atenderam os anseios dos cooperados, produtores de leite, da cidade, que vivia a eminência de ver logo funcionando um dos maiores projetos conquistados com muito trabalho e dedicação dos quase 35 anos de emancipação política de Capim Grosso.

Fizeram parte da construção do projeto: Carlinhos, que além de ter sido o primeiro presidente da Cooperativa, exerceu também a função de tesoureiro, secretário, com muitas viagens para Salvador, cravando assim uma grande luta para a consolidação do projeto, Valmir do Sindicato, que também chegou a ser presidente da Cooperativa, Adailton, Vado Verdes Mares, Antônio de Braz, que chegou a ser vereador em Capim Grosso, hoje presidente do PCdoB, Godô do Sindicato, que ofereceu ao longo desses nove anos, apoio dos mais significativos em prol da conclusão do projeto, Zé do Leite, outro nome que deu também a sua parcela de contribuição,  Rege da Farmácia, Valdir de Pedras Altas, outro nome que ocupou a função de presidente, dentre outros nomes que contribuíram direta e indiretamente para o sucesso de um projeto, que de tudo que foi projetado e desenvolvido faltou apenas o descerrar da placa, o que resultaria na abertura das portas de uma das maiores conquistas para Capim Grosso e região, a cidade de maior ascensão em toda a grande região de Capim Grosso.

Reaver a devolução dos equipamentos, com a garantia de reabertura da Cooperativa Mista Agropecuária de Capim Grosso, garantindo assim o funcionamento do laticínio é ainda um grande sonho de Carlinhos e muitos outros cooperados e produtores, um sonho da população de Capim Grosso, que sempre esteve atenta e focada no funcionamento do projeto, hoje desativado com promessa de abertura no Distrito de Novo Paraíso, município de Jacobina, também merecedor de conquistas importantes como essa, mas tudo nasceu em Capim Grosso, tudo foi desenvolvido em Capim Grosso e não seria por conta apenas de um adiantamento de prazo, que um projeto de R$ 624.000.00 (Seiscentos e vinte e quatro mil reais), chega ao fim, como se diretores e cooperados tivessem na verdade cometido um crime. “Todas as contas foram prestadas devidamente, o único problema foi na compra de equipamentos para a fabricação de queijo, iogurte, dentre outros, o que na verdade não justifica o encerramento de um projeto de tão grande valia para Capim Grosso e região”, avaliou Carlinhos, na entrevista para a Rádio Transbrasil.

O município de Capim Grosso, conta com a sensibilidade do Governo do Estado, diante da possibilidade de concretização do projeto, realizações e suas conquistas.

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